Congresso reúne especialistas de 28 países e destaca o futuro da integração entre IA e Medicina Chinesa
Entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, a cidade de Hangzhou, na província de Zhejiang, China, sediou o 1º Congresso Mundial de Inteligência Artificial em Medicina Chinesa, promovido pela World Federation of Chinese Medicine Societies (WFCMS) e organizado pela Universidade de Medicina Chinesa de Zhejiang (Zhejiang Chinese Medical University – ZCMU).
Com o tema “Embracing the AI Era: TCM Intelligence for a Healthy Future” (“Abraçando a Era da Inteligência Artificial: Inteligência da Medicina Chinesa para um Futuro Saudável”), o congresso marcou um importante momento para a comunidade científica internacional ao discutir como a Inteligência Artificial pode contribuir para a evolução da Medicina Tradicional Chinesa sem perder sua essência e fundamentos.
O evento reuniu cerca de 800 especialistas, pesquisadores e profissionais de 28 países e regiões, incluindo China, Brasil, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, França, Japão, Coreia do Sul, Canadá, África do Sul, México, Itália, Espanha, Singapura e diversos outros países, consolidando-se como o maior encontro internacional já realizado sobre o tema.



Faculdade EBRAMEC esteve representada no Congresso de Inteligência Artificial
Durante a cerimônia de abertura, autoridades da WFCMS, da Universidade de Medicina Chinesa de Zhejiang e representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) destacaram que a Inteligência Artificial representa uma das maiores oportunidades para acelerar a pesquisa científica, ampliar a precisão clínica, preservar o conhecimento tradicional e fortalecer a cooperação internacional.
Entre os temas discutidos estiveram:
- utilização de Big Data em Medicina Chinesa;
- digitalização de textos clássicos;
- construção de bancos de dados clínicos;
- desenvolvimento de hospitais inteligentes;
- aplicações da IA no diagnóstico e apoio à decisão clínica;
- inovação em fitoterapia chinesa;
- educação digital em Medicina Chinesa;
- reabilitação inteligente;
- segurança de dados e ética na utilização da Inteligência Artificial.
Especialistas enfatizaram que a IA não deve substituir o raciocínio clínico tradicional da Medicina Chinesa, mas atuar como uma ferramenta capaz de ampliar a capacidade de pesquisa, organização do conhecimento, ensino e assistência ao paciente.
Declaração de Hangzhou estabelece diretrizes mundiais
Um dos momentos mais importantes do congresso foi o lançamento oficial da Declaração de Hangzhou sobre Inteligência Artificial em Medicina Chinesa.
O documento estabelece princípios internacionais para o desenvolvimento responsável da IA aplicada à Medicina Chinesa, incentivando:
- criação de padrões internacionais;
- compartilhamento seguro de dados;
- desenvolvimento ético das tecnologias;
- cooperação científica global;
- preservação dos fundamentos tradicionais da Medicina Chinesa.
A declaração representa um passo importante para que universidades, pesquisadores, hospitais e instituições de diversos países possam trabalhar conjuntamente na construção de soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da Medicina Chinesa.
Dr. Reginaldo Filho representa o Brasil na diretoria da WFCMS
Durante o congresso também foi realizada a reunião da diretoria da World Federation of Chinese Medicine Societies (WFCMS).
Neste importante órgão internacional, o Dr. Reginaldo Filho representa o Brasil como único brasileiro integrante do Comitê Executivo da Presidência (Comissariado) da Federação Mundial de Sociedades de Medicina Chinesa.
Sua participação fortalece a presença brasileira nas principais decisões relacionadas ao desenvolvimento internacional da Medicina Chinesa e amplia a aproximação entre o Brasil e as maiores instituições acadêmicas da China.
Parceria internacional fortalece a formação dos alunos da EBRAMEC
A Universidade de Medicina Chinesa de Zhejiang é uma das mais importantes instituições de ensino e pesquisa em Medicina Chinesa da China e mantém parceria acadêmica com a Faculdade EBRAMEC há vários anos.
Graças a essa cooperação, estudantes e professores da EBRAMEC já participaram de programas de estudos, intercâmbios e atividades acadêmicas desenvolvidas na universidade chinesa, fortalecendo a internacionalização da formação oferecida pela instituição brasileira.
O acompanhamento das discussões realizadas no 1º Congresso Mundial de Inteligência Artificial em Medicina Chinesa demonstra o compromisso da EBRAMEC em manter seus alunos e professores conectados às principais tendências científicas, tecnológicas e acadêmicas que vêm transformando a Medicina Chinesa em todo o mundo.
O futuro da Medicina Chinesa passa pela Inteligência Artificial
O consenso entre os participantes foi de que a integração entre Inteligência Artificial e Medicina Chinesa possui enorme potencial para impulsionar pesquisas, ampliar a eficiência clínica, preservar conhecimentos milenares e desenvolver novas ferramentas de apoio ao ensino e à prática profissional.
Ao mesmo tempo, os especialistas reforçaram que essa evolução deverá ocorrer com responsabilidade, respeitando princípios éticos, segurança dos dados e, principalmente, preservando os fundamentos que fazem da Medicina Chinesa um patrimônio da humanidade.
Com iniciativas como este congresso, a comunidade internacional dá um importante passo rumo à construção de um ecossistema global de inovação capaz de unir tradição, ciência e tecnologia em benefício da saúde mundial.