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FACULDADE EBRAMEC15 de Fevereiro: Dia internacional de combate ao câncer infantil

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15 de Fevereiro: Dia internacional de combate ao câncer infantil

O Câncer é uma doença, na verdade um grupo de doenças, onde cada um dos tipos possui diferentes peculiaridades e, desta forma, as abordagens segundo a Medicina Chinesa também diferem também de acordo com cada caso e assim também um possível prognóstico de cura, que irá depender bastante das condições da constituição do paciente e do estágio evolutivo da doença.

Por ser uma doença tão séria, métodos de prevenção e de tratamento para o câncer tem sido uma busca incessante de pesquisas no mundo inteiro nos meios médicos, e um fator que é praticamente unanimidade é que um tratamento multi ou inter disciplinar tem se mostrado de longe bem melhor que um tratamento empregando apenas uma modalidade terapêutica.

Atualmente a Medicina Chinesa possui um entendimento mais compreensivo dos fatores etiológicos do câncer, mesmo que não possam ser entendidos completamente, destacando pacientes com uma deficiência inerente de Qi, funções imunológicas diminuídas e desequilíbrios nos Órgãos e Vísceras (Zang Fu), com uma maior probabilidade de adquirir o câncer.

No caso específico do câncer em crianças há um carinho e uma atenção ainda maior por parte do profissional, visto que envolve toda a família que acaba sofrendo junto com o paciente.

Neste sentido gostaria de destacar um estudo conduzido nos Estados Unidos que analisou a aceitação da acupuntura e eventuais fatores que podem estar associados ao seu uso entre crianças e adolescentes com câncer, pois no momento foi identificado que a evidência para a aplicação da acupuntura na oncologia pediátrica ainda era bem limitada.

Neste estudo, foram analisadas 90 crianças que nunca tinha sido tratadas com acupuntura antes e que estavam recebendo tratamento oncológico no Centro Médico da Universidade de Columbia (CUMC) e que aceitaram a participação através de seus pais. Por questões éticas e para identificar a aceitação das terapêuticas, os participantes podiam optar por receber ou recusar serviços integrativos oferecidos no CUMC. Os sintomas foram coletados por um período de 6 meses através do de um instrumento de pesquisa validado, a MSAS (Memorial Symptom Assessment Scale). Eventos adversos agudos e tardios entre os participantes que receberam acupuntura foram devidamente registrados.

54% dos participantes optaram por receber a acupuntura. No total, 252 sessões de acupuntura foram administradas com uma média de quatro sessões por paciente (intervalo 1-13 sessões).

Mais da metade (59%) dos pacientes que receberam acupuntura estavam em tratamento para leucemia ou linfoma, refletindo as neoplasias malignas mais comuns.

Dor (56%), náusea (51%), falta de energia (50%) e irritabilidade (43%) foram os sintomas mais frequentemente relatados em todo período de avaliação.

As crianças mais velhas aceitaram mais os tratamentos por acupuntura em relação às mais novas. A acupuntura foi mais provável do que outras modalidades integrativas a serem usadas para sintomas gastrointestinais e constitucionais, incluindo sonolência, falta de energia e dor. Eventos adversos foram relatados por 3% dos participantes, e em todos os casos eram relacionados com pequenos hematomas no local do agulhamento, que foram absorvidos pelo corpo. Não houve aumento da incidência de eventos adversos em crianças com trombocitopenia

Os pesquisadores concluíram que os resultados destacam o uso potencial da acupuntura como uma terapia segura e para uso integrado no manejo de sintomas dentro das estratégias terapêuticas hospitalares de cuidados de suporte existentes em oncologia pediátrica.

Analisando este estudo podemos notar que a Medicina Chinesa e especialmente a acupuntura tem muito potencial para atuação nesta área, auxiliando não apenas o paciente mas também toda a família visto que pode atuar, por exemplo, nas queixas emocionais e físicas daqueles que sofrem junto com os pacientes.

 

Dr. Reginaldo Filho, PhD

Diretor Geral da Faculdade EBRAMEC

Doutor em Acupuntura pela Universidade de Medicina Chinesa de Shandong

Vice-Presidente do Comitê Especial de Câncer da Federação Mundial de Medicina Chinesa

 

Referência

Wang CC, Zhu R, Tan JY. Nurses and Holistic Modalities: The History of Chinese Medicine and Acupuncture. Holist Nurs Pract. 2019 Mar/Apr;33(2):90-94.